As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades. Millôr Fernandes

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Crise Econômica Mundial de 2008

A bolsa hoje caiu mais 46%
A crise econômica mundial de 2008 está sendo (Esta frase tem data de validade) uma crise econômica ferrenha, que teve início nos Estados Unidos da América. Similar à crise de 1929, que também começou nos Estados Unidos e se alastrou para todo o mundo. Como tudo que o Estados Unidos lança vira hype, com a crise também não foi diferente. O país de George Bush e companhia lançou a crise no mercado em 2008, mas várias amostras de crises já haviam sido mostradas nas feiras mundiais nos anos anteriores. Os economistas estão confiantes de que a crise econômica de 2008 acabará antes do dia 31 de Dezembro às 23:59 porque, depois disto, não será mais a crise econômica de 2008 e sim de 2009 e poderemos cantar "Adeus crise velha, feliz crise nova, que tudo vá à falência, na crise que vai nascer, pouco dinheiro no banco, dívida pra dar e vender".
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Como tudo começou
Antes de tudo, é preciso parafrasear uma previsão do economista Don Ramón Madruga:
A culpa é dos energéticos
Don Ramón sobre a crise que estaria por vir
Para conseguir alcançar o "sonho americano", o cidadão dos Estados Unidos da América deve ter uma casa de 2 andares. Para conseguir esta casa, o cidadão americano pede ajuda a um banco. Oferecendo um prazo grande, o goleiro alemão Jens Lehman e seu irmão Rudolf Lehman, se achando espertos, conquistaram milhões de clientes. Aproveitaram a dependência dos compradores de casas e cobraram altos juros sobre o valor, enquanto os anos iam passando. Uma casa de madeira, que custava 200 dólares no ano de 1998, chegava a custar 300 milhões em 2008. Os estadunidenses, que não são bobos [carece de fontes] nem nada, pegaram algum dinheiro de bancos e financiaram mansões, deixando suas casas supervalorizadas como garantia. Era um negócio muito bom este, mas algum fofoqueiro começou a espalhar que o valor das casas estavam despecando como o Ipatinga na tabela do campeonato e isto virou um grande boato. Todo mundo acreditou. A casa que valia 200 dólares e depois passou para 300 milhões, teve seu preço reduzido para 30 dólares. Muita gente já tinha financiado mansões e todos caíram do cavalo. Os estadunidenses deram uma de brasileiros e esqueceram de pagar uma ou outra parcela, ou talvez todas. Isto causou a demissão do goleiro alemão do clube inglês Arsenal.


Um inteligente investidor de imóveis
Este problema foi o responsável por um número maior de problemas, que virou uma grande bola de neve, atingindo até mesmo os países tropicais que nunca viram neve na vida. Antes, porém, a bola de neve chegou à Islândia e, como lá só tem neve mesmo, a bola ficou gigante. A Islândia ficou a ver navios nesta história. Os compradores faliram, os vendedores faliram, os bancos faliram, o Vasco da Gama faliu... A crise estava iniciada.
Alastramento da crise


AII CACETE, EU INVESTI EM IMÓVEIS!!!
Os bancos tentaram reaver o dinheiro fantasma e transformaram os empréstimos em créditos para locar qualquer filme na locadora de DVD do Tio Mário. Com o surgimento do Blu-ray, a locadora de DVD do Mário fechou. Com isto, os créditos bilionários perderam o valor. Uma mancha de -999 bilhões de dólares estava circulando o mercado. Por causa disso, várias empresas que tinham crédito na locadora do Tio Mário perderam dinheiro. Algumas ações na bolsa de couro valiosa da Daslu já não valiam tanto. Estas empresas começaram a falir. Estes créditos negativos atingiram também as bolsas européias, as bolsas asiáticas, as bolsas de canguru e as bolsas Louis Vuitton. A crise atingiu até o time do CRB. Quem tinha ações na bolsa sentiu uma estaca de 50 centímetros alcançando o intestino. Em compensação, o dólar subiu em disparada, por culpa dos créditos fantasmas. Entretanto, até o presente momento, Lula disse que não sabia de nada.
A cagada já havia sido feita e o mundo todo começou a sofrer com a crise. A crise do ano 2008, apelidada de baby crise, só não chegou ao Vanuatu, por motivos óbvios. Fora o Vanuatu, todos os países sentiram uma mudança. O principado do Mônaco acumulou várias dívidas com camarão empalado e sofreu um duro golpe. A Inglaterra e o Japão estão ameaçando entrar em recessão. O Catar deixou de catar. O Kuwait viu o preço do petróleo cair e ameaçou entrar em colapso. Os demais países da OPEP também tomaram no Kuwait. Com isto, a oferta de petróleo caiu. O Brasil empatou em casa com a Bolívia nas eliminatórias. Até a República Tcheca, que estava fechadinha, viu a crise entrar. Em Setembro e Outubro de 2008, as bolsas caíram sem parar. A Bovespa viu o pior pregão da década. A bolsa de Cingapura caiu. O preço da pinga pura subiu, em virtude do preço do petróleo abaixo do esperado. O índice Nikkei caiu. O Peru também caiu. O Titanic afundou e a Torre de Pisa ameaça cair também.

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A Crise Atual em uma Perspectiva Histórica: 1929 e 2008


Segundo os grandes economistas, os momentos de crise e de bonança acontecem em ciclos. Para os estudiosos esta atual estava desenhada há tempos e na minha humilde opinião, quando até revistas do tipo da Caras começam a falar sobre como ganhar dinheiro na Bolsa, pessoas que nunca investiram comentando que compraram Itaú, Vale, etc. é porque vai dar algum problema maior do que o imaginado. O texto abaixo, escrito pelo renomado Professor Frederico Mazzucchelli, é uma boa fonte de comparação sobre os motivos e porque ela não é essa crise tão pequena quanto o governo pinta. Na verdade, é uma crise das mais graves, comparada sim a de 1929, pois hoje na Europa há países inteiros que praticamente quebraram, alguns em situações que ninguém poderia imaginar como é o caso da Espanha e a Inglaterra, que de berço do capitalismo vai se tornando o túmulo do mesmo

A Crise Atual em uma Perspectiva Histórica: 1929 e 2008
Frederico Mazzucchelli
A profundidade da crise que assola parte significativa do sistema financeiro mundial terá, certamente, impacto sobre a evolução dos agregados econômicos reais (produção, investimento, emprego etc.). Já se torna evidente que a economia mundial ingressou em uma fase de desaceleração ou recessão, cujo desfecho é ainda desconhecido. É inevitável, neste contexto, que surjam comparações entre o momento atual e a experiência dramática da Grande Depressão, que subverteu o mundo, sobretudo entre 1929 e 1933.
Seguramente, o peso da riqueza financeira em relação ao produto, a sofisticação (e opacidade) das operações financeiras e a interligação entre os vários segmentos dos mercados em escala global, são hoje infinitamente maiores do que no final dos anos 1920s. A dimensão recente alcançada pela riqueza financeira (quase quatro vezes superior ao PIB mundial) e a escala real ou nocional das perdas incorridas sugerem que estamos diante de um processo monumental de desvalorização de ativos, muitas vezes superior ao que se assistiu há quase 80 anos. A conclusão que daí poderia advir é que o curso dos acontecimentos será, em conseqüência, mais dramático e doloroso do que em 1929-1933.
Felizmente, tal conclusão não se sustenta. É necessário assinalar, em primeiro lugar, que face à eclosão da crise, a intervenção dos governos foi imediata. O credo liberal e a panacéia dos mercados “eficientes” ou “auto-regulados” foram sumariamente abandonados e o Estado assumiu, com maior (Inglaterra) ou menor (EUA) grau de acerto, a responsabilidade pela defesa das instituições financeiras, pela provisão da liquidez, pela garantia integral dos depósitos, e pela tentativa de evitar a todo custo o aprofundamento da contração do crédito. Sem a pronta e contínua injeção dos recursos públicos o colapso teria sido total. A ação dos governos, tipicamente keynesiana, tem sido a de buscar a restauração do circuito do crédito-gasto-renda, nem que para tanto seja necessário estatizar (ainda que parcial e temporariamente) parcela significativa do sistema financeiro.
Uma intervenção vigorosa, como a que assistimos no presente momento, seria impensável em 1929. Não se deve esquecer que o conventional wisdom nos anos 1920s era determinado pelas regras do padrão-ouro. Em particular, as ações expansionistas (sobretudo fiscais) eram vistas com suspeição por alimentar a inflação e precipitar, dessa forma, a desvalorização cambial. Câmbio fixo e orçamentos equilibrados conformavam uma unidade indissociável. A defesa do câmbio era o objetivo supremo, que condicionava a política monetária e, na prática, anulava a política fiscal. Os EUA retornaram ao padrão-ouro em 1919, a Alemanha em 1923, a Inglaterra em 1925 e a França, de fato, em 1926. Quando da eclosão da turbulência de 1929, Hoover em nenhum momento cogitou abandonar o padrão-ouro. Brüning (que comandou o gabinete alemão a partir de março de 1930) procurou combater a recessão com a deflação. A França, desde o Franc Poincaré, cultivou sua devoção ao ouro até setembro de 1936 e, da mesma forma, insistiu na tentativa de impor a deflação como remédio para a depressão. Mesmo após a desvalorização da libra em setembro de 1931, a Inglaterra, apesar de praticar uma política de cheap money, permaneceu circunscrita a uma política fiscal conservadora. Nem mesmo Roosevelt conseguiu se desvencilhar do dogma dos orçamentos equilibrados: em 1937, sua tentativa de “sanear” as finanças públicas redundou na “recessão na depressão” de 1938. Unicamente Hitler, desde 1933, praticou uma política deliberada de expansão dos gastos públicos. O outrora austero Hjalmar Schacht, que entre 1923 e 1930 foi o zeloso guardião da moeda alemã, garantiu sua recondução ao posto em 1933 apenas mediante o compromisso explícito, assumido com o Führer, de envolver diretamente o Reischbank no financiamento dos gastos do governo.
A verdade, assim, é que com a exceção do experimento nazista, corações e mentes - à direita e à esquerda - professavam naquele então sua crença mítica nas virtudes das sound finances. Seria impensável, em 1930 ou 1931, que um economista escrevesse, poucos dias após ser laureado com o Prêmio Nobel, que face à extensão da crise “não é hora de pensar no déficit” (Paul Krugman). Ao contrário da experiência traumática da Grande Depressão, a disposição à intervenção estatal é hoje, portanto, um elemento determinante que diferencia nitidamente as iniciativas da política econômica. Este é um fator decisivo que projeta um futuro menos sombrio para a evolução da crise atual.
Existe, de outra parte, uma clara semelhança em relação à origem dos distúrbios que resultaram na Grande Depressão e os que estão por detrás da presente convulsão. Em ambos os casos a débâcle foi precedida pela fragilidade da regulação e pelo relaxamento na percepção dos riscos, o que redundou em uma febre especulativa de conseqüências desastrosas. A inevitável proliferação de operações financeiras de lastro duvidoso, alavancadas pela expansão desmesurada do crédito, é um traço comum dos dois momentos históricos. Em finais dos 1920s e início dos 1930s, era ainda limitado o grau de regulação e controle exercido pela Autoridade Monetária sobre o conjunto do sistema financeiro. No caso dos EUA – o epicentro do terremoto de 1929-1933 – era destacada a proliferação de bancos de pequeno e médio porte, muitos deles fora da área de supervisão do Fed. Ao mesmo tempo, a inexistência de um “muro de contenção” entre os bancos comerciais e os bancos de investimento permitiu que os primeiros se envolvessem em operações de alto risco, comprometendo de modo temerário os recursos dos depositantes.
As respostas iniciais à crise de 1929 (ao contrário das intervenções atuais) foram completamente insuficientes e desastradas: as ações de lender of last resort, do mesmo modo que as iniciativas no plano fiscal, eram incompatíveis com os mandamentos sagrados do padrão-ouro. O resultado foi a propagação das quebras, a contração da produção e a explosão do desemprego. Entre 1930 e 1933 os EUA assistiram a três ondas de liquidação bancária que vitimaram nada menos que 11.000 bancos. Na Alemanha, a quebra do gigante Danat em julho de 1931, face à impotência da intervenção do Reischbank, foi um ponto de inflexão decisivo no aprofundamento do desespero econômico que terminou por conduzir os nazistas ao poder.
Tanto nos EUA como na Alemanha a superação dos desdobramentos mais profundos da crise passou pela imposição de critérios de regulação mais rígidos sobre o sistema financeiro. Se Roosevelt, empossado em março de 1933, alcançou um sucesso inegável em quebrar a espiral contracionista foi porque, desde o início, promoveu o saneamento do setor bancário, e estabeleceu, na seqüência, as bases da regulamentação do sistema financeiro através de um conjunto de dispositivos legais criados entre 1933 e 1935. Hitler e Schacht, de sua parte, converteram o sistema financeiro alemão em um braço operacional do Reischbank. Nos dois casos, a disciplina sobre as finanças privadas foi essencial para que as economias se levantassem dos escombros da depressão.
Da mesma forma, a superação da atual crise deverá contemplar a implantação de um novo marco de regulação para o sistema financeiro. Como se sabe, foi nos anos 1970s e 1980s que o aparato regulatório da Golden Age (a chamada “repressão financeira”) foi desmontado, em nome da imaginada eficiência das “finanças comandadas pelo mercado”. Hoje, face ao descalabro e descontrole das operações financeiras que redundaram na atual crise, não há mais quem negue a necessidade imperiosa de reintroduzir padrões mais rígidos e rigorosos que disciplinem o funcionamento do sistema financeiro em âmbito nacional e internacional. Em particular, a regulamentação sobre o shadow financial system (bancos de investimento, fundos de investimento, hedge funds, seguradoras), e a redefinição de suas relações com os bancos comerciais, é essencial para assegurar uma estabilidade mínima às economias capitalistas. A consciência de que é fundamental retomar a regulação sobre o mundo das finanças privadas é, assim, paralelamente, à pronta decisão de utilizar os recursos públicos para mitigar a propagação da crise, um fator essencial. É claro que a imposição de um novo marco regulatório para as finanças privadas não se dará em um piscar de olhos. Mas a percepção de sua urgência, ao mesmo tempo em que o Estado atua diretamente e sem ressalvas sobre a solvência do sistema financeiro, permite antever - passada a atual tormenta - um funcionamento menos turbulento e tempestuoso para o mundo das finanças.
É necessário, ademais, atentar para um dado importante. No início dos anos 1930s a coordenação internacional tornara-se uma quimera. Era absolutamente impossível compatibilizar as ações do New Deal com as propostas nazistas, e ambas com o grupo do ouro liderado pela França ou com a área da libra comandada Inglaterra. Nos anos 1930s a ordem internacional se estilhaçou e se formaram blocos de nações, com os países se envolvendo em ações essencialmente defensivas, o que redundou na escalada do protecionismo, nas desvalorizações competitivas e na busca de soluções autárquicas. A ausência de coordenação supranacional foi uma característica marcante dos anos 1930s. Ela ensejou a tentativa de saídas particularistas para a crise, acirrou a rivalidades nacionais e deu livre curso às alternativas autoritárias. Felizmente, não é este o quadro que hoje se apresenta. Mesmo diante das naturais dificuldades em se alcançar soluções consensuais, existe um interesse comum entre os EUA, a Europa, o Japão e a China em evitar a propagação da crise. Hoje, a ação coordenada (manifestada, por exemplo, na recente redução conjunta da taxa de juros) tende a ser mais plausível – e factível - que as soluções particulares e isoladas (beggar thy neighbor) típicas dos anos 1930s.
Existe, por fim, uma diferença significativa entre as atuais atribulações econômicas e o contexto da Grande Depressão, que não pode ser desprezada. No início dos anos 1930s, a proporção da população economicamente ativa empregada nas atividades agrícolas e extrativas era próxima a um quarto nos EUA, e a um terço na Alemanha. Com a depressão, dada a maior sensibilidade dos preços agrícolas às variações da demanda, a renda real da população empregada no campo despencou. No caso dos EUA, a contração da renda real dos agricultores, entre 1929 e 1932, foi superior a 50%, o que arrastou uma infinidade de bancos do Sul e do Meio Oeste à falência. Somente através de uma ação tempestiva de defesa e sustentação dos preços agrícolas é que a profundidade e a duração da depressão poderiam ser mitigadas. De fato, parcela relevante dos recursos públicos administrados pelo New Deal e pelos nazistas foi direcionada exatamente para a reversão do quadro devastador que se abateu sobre a agricultura. Hoje, esta questão sequer é colocada: nem a proporção da população empregada no campo é relevante, e nem a participação da agricultura na criação da renda tem uma expressão econômica digna de maiores preocupações. É provável, entretanto, que o mercado imobiliário de hoje seja a agricultura de ontem: a dimensão da crise do subprime todavia não é mensurável. É o próprio secretário do Tesouro norte-americano quem afirma: “o problema real é que os bancos de todo o mundo fizeram empréstimos arriscados. (…) A coisa mais espantosa é a dimensão do problema”. A cadeia de empréstimos “sujos” associados à especulação com imóveis ainda não foi desmontada, e é possível que o socorro da intervenção pública se torne aí tão intenso e prolongado quanto o foi para retirar a agricultura da vala da depressão nos anos 1930s.
As considerações anteriores indicam que não é previsível para a crise atual um desdobramento semelhante ao da Grande Depressão. Nada autoriza, contudo, uma perspectiva candidamente otimista. A extensão dos estragos é ainda desconhecida e o impacto sobre o setor produtivo seguramente será profundo. Apenas a decidida intervenção do Estado tem evitado um descalabro de maiores proporções. A necessidade de retomar a regulamentação sobre o sistema financeiro é reconhecida, mas sua implementação certamente será precedida por desacordos substanciais e demandará tempo para ser efetivada. Da mesma forma, apesar de o ambiente internacional favorecer a busca de soluções cooperadas, não se deve imaginar que elas sejam simples e isentas de contradições, em particular no que diz respeito ao papel dos EUA e do dólar no contexto mundial.
A crise atual representa, na verdade, uma derrota fragorosa do liberalismo irrefletido que contaminou os espíritos nos últimos 30 anos. A fé cega na capacidade de regulação dos mercados é um dogma que acompanha o capitalismo desde o seu nascimento. Desde a Fábula das Abelhas de Mandeville (“vícios privados, virtudes públicas”), até os modelos de expectativas racionais de última geração, o suposto é sempre o mesmo: os mercados possuem uma racionalidade imanente que garante o funcionamento ótimo da economia. O ambiente dos anos 1920s, sobretudo nos EUA, estava carregado desta convicção. Esta mesma convicção inundou a política, a academia e o mundo dos negócios a partir da guinada conservadora de Tatcher e Reagan. Os roaring twenties nos EUA culminaram com a Grande Depressão, e a euforia das finanças desregulamentadas culminou no desastre atual. A grande lição que resta destes dois episódios dramáticos é que, definitivamente, o capitalismo não pode ser deixado à mercê dos capitalistas…

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